AJP Controle de Pragas

Conheça seis curiosidades sobre os pernilongos

1. É verdade que só a fêmea pica?

Sim. Ela precisa de alguns nutrientes que estão no sangue, principalmente do ferro, para maturar os ovos. Uma fêmea da espécie Culex (pernilongo caseiro) põe aproximadamente cem deles a cada vez. Enquanto elas saem à caça, os machos ficam ao redor dos criadouros ou perto de arbustos alimentando-se do açúcar presente nas seivas das plantas. 

2. O que é aquele zumbido chato que ouvimos?

Trata-se do som das batidas das asas do mosquito, que chegam a bater 300 vezes em um minuto. Tais batidas desencadeiam uma onda de pressão, com propagação de som pelo ar de 300 a 900 Hz, frequência audível pelo ouvido humano.

3. Por que algumas pessoas são mais picadas que outras?

Sabe-se que os pernilongos são atraídos por um conjunto de fatores, como a presença de dióxido de carbono (CO2), que exalamos sempre que respiramos, e outras substâncias químicas, como o ácido lático, presente em nosso suor. E é justamente o suor que libera odores que atraem os insetos. Em outras palavras, quanto mais esses cheiros são liberados pelo corpo, mais os insetos serão atraídos.

4. Por que os mosquitos ficam próximos da cabeça?

Eles costumam ficar próximos da cabeça justamente por haver uma maior concentração de dióxido de carbono (CO2), eliminado com a respiração.

5. Por que costumam atacar em locais escondidos ou à noite?

Os mosquitos enxergam melhor em ambientes mais escuros. Assim, à noite, fica mais fácil localizar os alvos. A brisa pode atrair picadas, já que ela dissemina CO2 e odores pelo ambiente. Já o ventilador pode atrapalhar a estabilidade do inseto durante o voo.

6. E por que coça tanto?

Após "serrilhar" a primeira camada da pele, o pernilongo insere uma espécie de agulha bem flexível para procurar um vaso sanguíneo onde consiga sugar o sangue. Enquanto puxa o líquido vermelho, ele injeta na pele enzimas anticoagulantes e anestésicas.

O organismo vê esse líquido como um invasor e o sistema imunológico começa a enviar células de defesa para o local. O "confronto" entre essas células e as enzimas do pernilongo resulta em inchaço, vermelhidão e coceiras.

(Fonte: USP)