AJP Controle de Pragas

Cupins

Cupins e Brocas de Madeira
Cupins são insetos sociais. Assim, há completa interdependência entre os indivíduos. As comunidades possuem indivíduos de diferentes morfologias (castas), adaptadas ao trabalho que desempenham. As colônias de cupins apresentam, basicamente, três castas de indivíduos: alados, soldados e operários. Em uma colônia saudável também se encontram ovos e jovens. Soldados e operários são designadas castas neutras, por serem estéreis. Porém, diferentemente das abelhas e formigas (cujas castas não reprodutoras são compostas exclusivamente por fêmeas), soldados e operários de cupins preservam o sexo genético, bem como resquícios do aparelho genital e das gônadas, correspondentes ao respectivo sexo.

As comunidades de cupins vivem em ninhos. O conjunto comunidade e ninho constituem a colônia. O ninho varia enormemente em complexidade arquitetural, dependendo da espécie considerada. Pode ser representado por simples conjunto de túneis difusos pelo solo e sem padrão arquitetônico bem definido, até uma construção muito elaborada, de padrão bem definido e de grande beleza plástica. Alguns ninhos podem atingir grandes dimensões, seja em altura, seja em diâmetro. Os ninhos preservam as condições microclimáticas (especialmente temperatura e umidade) adequadas à vida saudável de todos os indivíduos. Além de moradia o ninho provê segurança contra inimigos e contra as adversidades do meio ambiente. Nele se abrigam todos os indivíduos que não estão envolvidos em atividade externa de forrageamento (procura e coleta de alimento), os reprodutores e os imaturos em várias fases de desenvolvimento.

A alimentação dos cupins é constituída basicamente de materiais de origem celulósica. Entretanto cupins urbanos podem atacar materiais de natureza bastante diversa como: gesso, plástico, couros, tijolos, argamassa, mantas impermeabilizantes etc.

Existem vários gêneros de cupins na natureza, mas os principais de importância econômica são:
Coptotermes; Reticulitermes; Heterotermes; Cryptotermes e Nasutitermes.

Cupim de Madeira Seca (Cryptotermes bresis)
Operário se cupim de madeira seca, pó decorrente de sua atividade.

O Cryptotermes brevis, chamado popularmente de cupim de madeira seca, é um cupim que se encontra normalmente restrito à peça atacada, não tendo capacidade de passar de uma madeira infestada para outra a não ser que efetivamente exista um ponto de contato entre ambas as madeiras. Neste caso, a colônia pode se estender e infestar todo o madeiramento em contato.

O tamanho da colônia é proporcional ao tamanho da peça atacada, uma vez que encontra-se restrito a ela. Por este motivo, os cupins de madeira seca normalmente apresentam colônias pequenas, com cerca de 300 indivíduos a alguns milhares. Uma colônia de cupim de madeira seca pode chegar a ter 3000 indivíduos após 15 anos.

Broca de Madeira

São freqüentemente confundidos com os cupins, especialmente com os cupins de madeira seca, por também expelirem resíduos das peças atacadas. Entretanto, as brocas de madeira diferem dos cupins em vários aspectos, dos quais ressaltaremos três.

Diferentemente dos cupins, as brocas de madeira não são insetos sociais. Uma madeira atacada por brocas pode conter dezenas ou centenas de indivíduos, entretanto cada um vive independentemente dos outros.

A época em que os adultos saem da madeira é quando, mais facilmente, percebemos o ataque. Observa-se um orifício em torno no qual, ou nas suas proximidades, encontramos acumulada um serragem, também denominada de resíduo ou pó de broca, e que é resultante da escavação feita pelo adulto para sair da madeira.
Cupins Semi – Arborícola (Nasutitermes ephratae)


Atacam madeira e ocasionalmente plantas vivas. Seus ninhos são geralmente arborícolas e eles constroem túneis sobre as árvores, madeira e paredes, por onde se deslocam. Algumas espécies constroem ninhos múltiplos. Sua presença é geralmente bem visível. As colônias são grandes e podem causar dano considerável, mas o controle é fácil. Muitas vezes o ninho está em uma árvore e a partir daí eles chegam até casas e prédios, mas é freqüente também a presença de ninhos dentro das casas.

Cupins Subterrâneos (Coptotermes, Reticulitermes, Heterotermes).
 
A população nas colônias maduras de Coptotermes é enorme, com dezenas de milhares a alguns milhões de indivíduos. Os soldados são numerosos. Possuem cabeça castanho-amarelada, provida de longas mandíbulas. Quando incomodados, exsudam pela fontanela (um poro à frente da cabeça, que serve para eliminar a secreção produzida por uma glândula cefálica, denominada glândula frontal) uma volumosa gota de líquido leitoso, que logo coagula entre as mandíbulas.

Os ninhos são tipicamente do tipo cartonado. Nas espécies pragas em áreas urbanas, os ninhos são subterrâneos ou construídos em espaços estruturais bem abrigados nos vários pavimentos das edificações (como porões, poços de ventilação e de elevadores, subestruturas de pisos, paredes e lajes duplas, caixas de eletricidade e telefonia, vãos sob escadaria, e caixões perdidos em geral), escuros e de má ventilação, os quais asseguram a umidade necessária ao desenvolvimento da colônia, além do equilíbrio de temperatura e, freqüentemente, a inviolabilidade do local. Quando presentes nos andares superiores das grandes edificações, não necessitam contato direto com o solo, desde que haja fonte de umidade suficiente para a prosperidade da colônia (ninho aéreo).

Reticulitermes constrói ninhos subterrâneos difusos, com múltiplas unidades pequenas dispersas pelo ambiente. Comumente encontram-se subpopulações com soldados, operários, imaturos de vários instares e ovos dispersos em túneis e câmaras sob pedras, troncos, no solo e no interior de edificações. Também, é notável a presença de inúmeros reprodutores secundários na colônia. Por essas características, podemos inferir que uma colônia, quando fragmentada, tem boas chances de sobreviver e resultar na formação de várias novas colônias.

Prejuízos causados por Cupins
Formação de galerias em móveis, madeiras e travamentos de telhados;
Destroem encapamento de fiação provocando curto circuito;
Provocam instabilidade nas construções devido à confecção de ninhos;
Constroem caminhos “túneis” nas paredes feitos com terra e saliva.

Medidas Preventivas
Tratamento preventivo de madeiras;
Limpeza dos locais onde serão feitas as instalações, retirando raízes velhas e materiais celulósicos presentes no solo;
Não enterrar madeiras, papéis e sacos vazios sob escadas e próximos às instalações;
Fechamento de frestas evitando penetração de cupins;
Evitar peças de madeira próximas do solo e de umidade;
Realizar tratamento preventivo nos conduítes da instalação elétrica, telefônica que servem como caminho de movimento para os cupins;
Eliminação ou vedação dos caixões vazios existentes na estrutura;
Eliminação dos possíveis vazamentos de água que possa ocorrer.

Medidas Curativas
Uso de cupinicidas de ação residual permetindo uma proteção a paredes, instalações e madeiramento;
Inseticida via insuflação;
Tratamento via injeção nos orifícios aberto pela praga;
Tratamento via pincelamento principalmente para broca de madeira;
Barreramento químico.